WebQuests e o protagonismo no processo de ensino e de aprendizagem

O professor Bernie Dodge criou as WebQuests, ainda na década dos anos 1990, com o objetivo de propor atividades em que os estudantes teriam que realizar investigações orientadas pelo mediador da atividade, a partir de recursos da internet.
Essa mediação se daria na forma da curadoria do conteúdo, pois a preocupação com a procedência das informações pesquisadas remonta a origem da rede mundial de computadores. Para o professor Dodge as WebQuests precisariam estar divididas em:

• Introdução;
• Definição de uma tarefa;
• Um conjunto de fontes, escolhidas pelo mediador, em que o aluno deveria se apoiar para realizar a tarefa;
• Passos claros para a realização da tarefa;
• Orientação para a realização dos “passos”;
• Conclusão.

Pode parecer simples à primeira vista, mas demanda tempo planejar esse tipo de atividade e é preciso tentar antecipar respostas para que as atividades deem conta das diversas variáveis que podem surgir durante as sessões de ensino.

As WebQuests se tornaram uma metodologia para pesquisa e criação de atividades. Durante os anos de 1990 e 2000 muitas pesquisas e atividades foram desenvolvidas seguindo seus preceitos, mas na atualidade não é um termo tão conhecido como o “ensino híbrido” ou o “Blended Learning”. Apesar disso, apresenta potencialidades que poderiam ser discutidas e contribuírem na discussão sobre novas estratégias de ensino, visando reforçar o protagonismo no processo de ensino e de aprendizagem.

A seguir temos alguns exemplos de WebQuests para o ensino:

http://www.project4web.com/webquest/
http://www.portal.santos.sp.gov.br/seduc/e107_files/downloads/webquests/WebQuest.html
https://sites.google.com/site/omisteriobarroco/

As WebQuests, são mais trabalhosas que atividades tradicionais. Além disso, é preciso atenção pois é comum que os alunos cheguem a resultados inesperados para as tarefas, visto que podem realiza-las de maneiras de maneira não linear e chegar a respostas que não foram previstas. Assim, é preciso domínio do conteúdo e flexibilidade para alterar o planejamento durante a atividade.

Rafael Rix Geronimo possui graduação em Matemática pela Universidade Anhembi Morumbi (2004), Especialização em Educação Matemática pela PUC/SP (2008) e Mestrado em Ensino de Matemática pela PUC/SP (2011) Atualmente é professor da Prefeitura Municipal de São Paulo, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino Fundamental, novas tecnologias, RPG Pedagógico e Gamificação. Aplica estratégias, como as WebQuests, e acredita que esse tipo de discussões e experimentações podem ajudar a fazer as escolas entrarem, efetivamente, no século XXI.

Wagner Marcelo

Atua profissionalmente como arquiteto de inovação, gera e fomenta ecossistemas empreendedores e tecnológicos, hoje somados são mais de 400 mil pessoas em sua rede. Tem como missão o desenvolvimento de negócios disruptivos.

2 comentários em “WebQuests e o protagonismo no processo de ensino e de aprendizagem

  • maio 24, 2018 em 11:49 am
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    Show! Existem muitos jogos que fingem ensinar. Acredito que a “gameficacão” do sistema de ensino pode aproximar muito mais o aluno do tema proposto sem prejudicar o seu aprendizado. Apoio totalmente.

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    • junho 14, 2018 em 12:29 pm
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      A Gamificação é uma estratégia relevante, assim como as Web Quests são uma metodologia que podemos utilizar. É importante conhecermos e discutirmos possibilidades, um abraço!

      Resposta

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