Câmera digital ultrafina inspirada em olho de inseto estranho

Câmera bioinspirada

Engenheiros coreanos desenvolveram uma câmera digital ultrafina que emula os olhos únicos de um animalzinho muito esquisito, o Xenos peckii – xenos deriva de estranho, em grego.

O sistema visual desse endoparasita de vespas apresenta alta sensibilidade e alta resolução, sendo muito diferente dos olhos compostos da maioria dos insetos.

A câmera digital ultrafina bioinspirada, como previsto, oferece um amplo campo de visão e alta resolução em um corpo mais fino em comparação com os sistemas de imagem existentes.

A expectativa é que ela mostre-se ideal para várias aplicações especializadas, como equipamentos de monitoramento, dispositivos de imagens médicas, como endoscópios, e sistemas de imagens móveis embarcadas em pequenos veículos.


A imagem final é composta pelas diversas imagens de cada sensor. [Imagem: 10.1038/s41377-018-0081-2]

Câmera inspirada em olhos de inseto

Medindo menos de 2 mm de espessura, a câmera emula os olhos do Xenos peckiiusando dezenas de matrizes de microprismas e microlentes.

A maioria dos módulos de câmeras usa várias lentes ao longo do eixo óptico para compensar as aberrações, resultando em um volume e comprimento maiores. Simplesmente reduzir o tamanho ou a espessura dos elementos não é uma saída porque isso compromete a resolução e a sensibilidade.

Para resolver esse problema, a equipe desenvolveu componentes micro-ópticos.

Cada par de microprisma e microlente forma um canal e o meio de absorção de luz entre os canais reduz a diafonia (crosstalk) óptica. Cada canal captura a imagem parcial com orientação ligeiramente diferente, e as imagens parciais são combinadas em uma única imagem, garantindo assim um amplo campo de visão e alta resolução.

“Nós propusemos um novo método de fabricação de uma câmera ultrafina. Como a primeira câmera ultrafina inspirada em insetos que integra uma microcâmera em uma matriz de sensor de imagem CMOS convencional, nosso estudo terá um impacto significativo na óptica e em áreas relacionadas,” disse o professor Ki-Hun Jeong, do Instituto de Ciências e Tecnologias Avançadas (KAIST) da Coreia do Sul.

Fonte: Inovação Tecnológica


Cristiane Tavolaro

Sou física, professora e pesquisadora do departamento de física da PUC-SP. Trabalho com Ensino de Física, atuando principalmente em ensino de física moderna, ótica física, acústica e novas tecnologias para o ensino de física. Sou membro fundadora do GoPEF - Grupo de Pesquisa em Ensino de Física da PUC-SP e co-autora do livro paradidático Física Moderna Experimental, editado pela Manole.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *