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Dubai vai transformar 60% do lixo que produz em energia elétrica

Grandes cidades trazem grandes problemas, e um dos mais piores excessos expelidos pelos inchados centros urbanos é a imensa quantidade de lixo produzida. Diversos países como China, Suécia e a Noruega vêm transformando tal problema em solução não só para a questão do lixo como para o problema da energia, através de usinas de transformação de resíduos sólidos em energia. E Dubai será o próximo lugar a investir em tal tecnologia, construindo a maior usina desse tipo do mundo.

Tais usinas realizam a queima do lixo e utilizam o calor como alimento para uma grande turbina geradora de eletricidade. A usina em Dubai, a maior cidade dos Emirados Árabes, ocupará um espaço de 20 mil metros quadrados, com capacidade de tratar cinco mil toneladas de lixo e gerar 185 MW de eletricidade. Como a cidade produz 8 mil toneladas de resíduo por dia, o objetivo da usina é alcançar o montante de 1,82 milhões de toneladas por ano, transformando assim mais de 60% do lixo produzido em energia – e, chegando a esse número, abastecendo 120 mil residências por lá.

Se essas usinas resolvem tanto o problema do lixo quanto da energia, por outro lado elas criam um terceiro e nada discreto problema: a poluição. Diversos estudos já apontam para soluções eficazes, no entanto, que seriam capazes de neutralizar todas as emissões, através de capturas e armazenamento de carbono.


Transformar o lixo em energia é sem dúvida potencialmente uma excelente evolução para tais problemas, mas se, para isso, seguirmos poluindo o planeta, estaremos somente substituindo um problema por outro – em escala potencialmente ainda mais grave. Portanto, é fundamental que tais tecnologias de limpeza e neutralização evoluam juntas ou mais rápido do que as tecnologias poluentes. A usina em Dubai será uma parceria entre a empresa de água e eletricidade local, a empresa suíça Hitachi Zosen e a belga Besix Group, e estima-se que ela esteja funcionando em 2020.

Fonte: Hypeness

Cristiane Tavolaro

Sou física, professora e pesquisadora do departamento de física da PUC-SP. Trabalho com Ensino de Física, atuando principalmente em ensino de física moderna, ótica física, acústica e novas tecnologias para o ensino de física. Sou membro fundadora do GoPEF - Grupo de Pesquisa em Ensino de Física da PUC-SP e co-autora do livro paradidático Física Moderna Experimental, editado pela Manole.

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