Mural em SP purifica o ar e equivale a 750 árvores

O grafite faz parte do projeto Converse City Forests, que espalha murais feitos com uma tinta que ajuda a limpar o ar.

O projeto Converse City Forests, da mesma marca criadora dos tênis All Star, tem a intenção de produzir 13 murais gigantes que funcionam como árvores em meio à 13 capitais pelo mundo. A ideia surgiu a partir da descoberta da tinta fotocatalítica, uma tinta especial que usa a energia solar para ajudar a purificar o ar. O mesmo processo feito pelas árvores. Ao todo, o mural de São Paulo tem 777 metros quadrados, e equivale ao plantio de 750 árvores.

Essas tais tintas que podem despoluir o ambiente, contém em sua composição o dióxido de titânio (TiO2), geralmente em sua forma anatase (tetragonal), mais eficiente para o processo de fotocatálise (leia mais aqui). Também presente em alguns materiais com a propriedade “auto-limpante” o dióxido de titânio, quando exposto aos raios UV, provoca a redução na concentração dos óxidos de nitrogênio (NOx) presentes no ar. Dessa forma, além das tintas, o TiO2 é empregado também no concreto ou argamassa e sua utilização nem é tão nova assim. 

Em São Paulo, o grafite foi feito pelo artista Rimon Guimarães. Ele pintou murais em 27 países e atualmente está envolvido em vários projetos sociais que buscam integrar grupos marginalizados na sociedade por meio da arte – como o mural de 260m² em Damasco, na Síria, que foi pintado com a ajuda de crianças refugiadas.

Seu trabalho é muito inspirado nos indígenas que viveram no Brasil. Para celebrar e destacar a importância das raízes culturais, Rimon se uniu neste projeto à Nazura, outra artista de São Paulo.

“Pindorama” é o nome da obra e também era como os primeiros habitantes do Brasil chamavam a terra antes da chegada dos europeus. Ele mostra a terra, o vento, a água e o fogo, os quatro elementos que os índios adoravam. Além da cobra, do pássaro e do leopardo, considerados animais de poder.

Fontes: São Paulo Secreto e Essência Sustentável

Cristiane Tavolaro

Sou física, professora e pesquisadora do departamento de física da PUC-SP. Trabalho com Ensino de Física, atuando principalmente em ensino de física moderna, ótica física, acústica e novas tecnologias para o ensino de física. Sou membro fundadora do GoPEF - Grupo de Pesquisa em Ensino de Física da PUC-SP e co-autora do livro paradidático Física Moderna Experimental, editado pela Manole.

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