Laser de baixa potência trata dores orofaciais

Você alguma vez sentiu pequenos choques que se estendem pelo maxilar até à parte posterior da orelha?

Esses pequenos choques (neuralgia do trigêmeo), mais usuais em mulheres com idades acima dos cinquenta anos, são originados pela compressão da artéria cerebelar superior sobre  a raiz nervosa do trigêmeo, uma inflamação que pode ter origem na progressiva rigidez da artéria, ou no aparecimento de aterosclerose, etc., e a qual se dá o nome de neuralgia do trigêmeo.

A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio nervoso que provoca uma dor insuportável na região do rosto, por onde passa o nervo trigêmeo – responsável por carregar as mensagens das sensações do rosto para o cérebro. Na opinião de muitos especialistas, as dores sentidas por esta condição são descritas como uma das piores dores que existem“, caracterizadas por um incômodo muito forte na cabeça, como a sensação de um “choque”, ou queimadas nas áreas de onde os ramos do nervo são distribuídos – por exemplo, lábios, olhos, nariz, couro cabeludo, testa, mandíbula e maxilar. As dores, que são constantes e muito fortes, costumam ter duração de alguns segundos até dois minutos.

Até há bem pouco tempo atrás, um dos mais eficientes métodos para eliminar esse mau estar era a administração de medicação e uma pequena cirurgia chamada “Técnica Cirúrgica Janetta”, ou compressão por balão, onde se colocava uma espécie de almofada, ou amortecedor, debaixo dessa artéria, evitando, dessa forma, a compressão da mesma sobre a raiz do nervo trigêmeo.

Agora, a Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), instalada na Santa Casa da Miserícórdia de São Carlos, através do Dr. Vitor Hugo Panhóca, iniciou um novo protocolo para esse tipo de mau estar, com uma terapia complementar para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, através da aplicação de luz laser nos locais doloridos (laserterapia de baixa potência).

“Combinada com as usuais drogas utilizadas para esse efeito – oxicarbamazepina e carbamazepina -, a repolarização dos nervos acontece com mais rapidez e eficácia, proporcionando um alívio rápido para os incômodos que provocam esses choques. Em cerca de dois a três meses, com oito a doze aplicações de laser de baixa potência durante quinze minutos cada, essa situação ficou normalizada”, confirma o Dr. Vitor Hugo Panhóca, que é especialista em dor orofacial e é o responsável pelo tratamento na UTF.

Os pessoas portadoras com esses sintomas, poderão marcar atendimento na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, através do telefone (16) 3509-1351.

Fonte: Jornal da USP

Cristiane Tavolaro

Sou física, professora e pesquisadora do departamento de física da PUC-SP. Trabalho com Ensino de Física, atuando principalmente em ensino de física moderna, ótica física, acústica e novas tecnologias para o ensino de física. Sou membro fundadora do GoPEF - Grupo de Pesquisa em Ensino de Física da PUC-SP e co-autora do livro paradidático Física Moderna Experimental, editado pela Manole.

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