Pesquisadores criam lentes eletrônicas que funcionam melhor que o olho humano

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) criou uma nova lente que funciona melhor do que o olho humano.

Por exemplo, pode ajustar para astigmatismo e deslocamento da imagem, duas condições que levam a visão embaçada. Tal tecnologia poderia revolucionar o design de quase todos os instrumentos óticos em uso hoje, como câmeras, óculos e telescópios.

Tecnologia

O instrumento foi desenvolvido a partir de um trabalho anterior feito por membros que também participaram do novo estudo. A tecnologia, nomeada de “metalente”, usa nanoestruturas minúsculas para focar a luz.

Assim, é capaz de focar em tempo real todo o espectro de luz visível em um único ponto. Por outro lado, lentes tradicionais usam vários elementos para conseguir o mesmo feito, e portanto são muito mais volumosas.

O primeiro projeto de metalente era do tamanho de um glitter. Agora, os pesquisadores conseguiram fazer uma lente com cerca de um centímetro de diâmetro, o que a torna ideal para aplicações práticas, como a câmera de um celular. A nova pequena lente, combinada com chips de computador ainda menores, também pode deixar tecnologias como realidade virtual e aumentada mais confortáveis e atraentes para o consumidor médio.

Muito pela frente

As metalentes e todas as suas possíveis aplicações são incríveis e muito promissoras, mas, infelizmente, como é de costume com novas tecnologias, não chegará ao mercado imediatamente.

Provavelmente, ainda levarão alguns anos de ajuste até que as lentes cheguem aos clientes em lojas por todo o mundo.

Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica Science Advances.

Fonte: Hypescience

Cristiane Tavolaro

Sou física, professora e pesquisadora do departamento de física da PUC-SP. Trabalho com Ensino de Física, atuando principalmente em ensino de física moderna, ótica física, acústica e novas tecnologias para o ensino de física. Sou membro fundadora do GoPEF - Grupo de Pesquisa em Ensino de Física da PUC-SP e co-autora do livro paradidático Física Moderna Experimental, editado pela Manole.

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